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Copom corta a Selic para 14,5% ao ano mas impacto no crédito imobiliário ainda é limitado

30/04/2026 - SELIC / COPOM / 14,5% / Mercado Imobiliário / Imóveis / Taxa de Juros / Barato / Crédito (por Rafael F. Garcia - Advogado OAB/SP 528.198)

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, em 29 de abril de 2026, reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, de 14,75% para 14,5% ao ano. A medida representa o segundo corte consecutivo e confirma o início de um ciclo gradual de queda dos juros no país.

A Selic é a principal referência para todas as taxas de juros da economia, influenciando diretamente empréstimos, financiamentos e investimentos. Com a redução, cresce a expectativa de crédito mais baratom especialmente no setor imobiliário, mas especialistas apontam que o efeito não é imediato.

No mercado de imóveis, o impacto tende a ser gradual. Apesar da queda da taxa básica, o crédito imobiliário ainda permanece em patamar elevado, com juros que não acompanham automaticamente o movimento da Selic. Isso ocorre porque grande parte do financiamento habitacional é baseada em recursos da poupança, que possuem dinâmica própria e menor sensibilidade às mudanças da taxa básica.

Na prática, isso significa que, mesmo com a Selic em queda, as taxas cobradas pelos bancos podem demorar a recuar de forma significativa. Além disso, fatores como risco de inadimplência, custo de captação e cenário econômico ainda pressionam o crédito, mantendo o financiamento relativamente caro no curto prazo.

Por outro lado, o novo ciclo de redução dos juros tende a melhorar o ambiente ao longo do tempo. Com cortes sucessivos, a expectativa é de que as parcelas fiquem mais acessíveis, ampliando o acesso à casa própria e estimulando o mercado imobiliário. Ainda assim, analistas destacam que o ritmo dessa melhora dependerá da continuidade da queda da Selic e do controle da inflação.

Assim, embora o corte recente seja um sinal positivo, o alívio no bolso do consumidor deve acontecer de forma lenta e progressiva, exigindo cautela de quem pretende financiar um imóvel no cenário atual.




Fonte: Mariana Assis e Thiago Resende (g1); Letícia Furlam (Exame); Hugo Passareli (Portas); Bruno Medeiros Durão (Isto É: Dinheiro)

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